O Logitech M170 é mouse pra quem quer encaixar o receptor na porta USB, trabalhar e não pensar mais no assunto. Serve pra planilha, e-mail, aula e navegador, e pra viver dentro da mochila. Quem procura botão lateral, ajuste de sensibilidade no próprio mouse ou "pegada gamer" está na prateleira errada.
Falo aqui do M170 preto (código 910-004940). O M171, o M185 e os kits com teclado são outros produtos.
Sem Bluetooth e sem botão de DPI
A conexão é por rádio de 2,4 GHz, com um receptor USB pequeno que vem na caixa. Bluetooth ele não tem: sem o receptor, o mouse não conversa com o computador.
O lado bom é a simplicidade. O computador reconhece o receptor na hora, sem instalar nada. A Logitech lista Windows 10 e 11, macOS (10.8 ou mais novo), ChromeOS e Linux. Android não aparece na lista. Isso não quer dizer que não funcione: quer dizer que a marca não promete.
O sensor trabalha em 1.000 DPI (o número que diz quanto o cursor anda a cada movimento da mão) e fica nisso. São três botões: esquerdo, direito e o clique da roda, que rola linha a linha. Nenhum deles troca a sensibilidade. Achou o cursor rápido ou lento demais? O acerto é feito na configuração do sistema. Pra maioria das tarefas, resolve. Quem trabalha com desenho e precisa de mão fina pode não chegar ao ponto ideal só por esse caminho.
A Logitech também lista o programa Logi Options+ pra este modelo, sem detalhar o que ele muda num mouse de três botões. Dá pra viver sem ele.
A pilha e o "até" de 12 meses
Na caixa vêm o mouse, o receptor, os papéis e uma pilha AA comum. Não é mouse recarregável: acabou a pilha, troca-se a pilha.
A Logitech fala em até 12 meses e avisa que o número depende do uso. Leve esse "até" a sério. O mouse tem chave de liga e desliga. Meu conselho é usar: vai guardar na mochila, desligue na chave.
Há relato de que, com a pilha no fim, o cursor começa a falhar de vez em quando. Antes de achar que é defeito, troque a pilha.
O alcance prometido é de até 10 metros, também com ressalva da própria marca: varia com o ambiente e com o computador. Em cima da mesa, isso sobra. De longe, com o computador ligado na TV, há relato de cursor "engasgando" depois de uns 4 metros. É um caso, não uma medida. Mas eu não compraria contando com os 10.
Pequeno de propósito
São cerca de 70 gramas com a pilha, pouco menos de 10 cm de comprimento e formato ambidestro (igual dos dois lados, pra destro e canhoto).
O receptor tem lugar pra guardar dentro do próprio mouse, debaixo da tampa da pilha. Assim ele não some no fundo da mochila.
O tamanho cobra de quem tem mão grande. A mão cobre o mouse inteiro e a pegada fica na ponta dos dedos. Dá pra trabalhar, mas quem gosta de mouse "encorpado" não vai mudar de ideia com este.
Em compensação, o M170 tem fama de aguentar o tranco. O acabamento é firme, e botões e roda costumam seguir funcionando depois de anos de mesa e de mochila. Pra um mouse simples, é um bom sinal.
O clique divide opiniões
Silencioso ele não é, pelo menos não pra todo mundo. Quem está com a mão no mouse costuma achar o clique normal. Quem está tentando dormir no mesmo quarto, nem tanto. A Logitech não vende o M170 como mouse silencioso, então não compre esperando isso.
Jogo de tiro a sério também fica de fora: em movimento brusco, o sensor não acompanha. Pra jogo casual, quebra o galho.
A garantia é de 1 ano, segundo a página da Logitech em português.
É mouse pra esquecer que existe. Aqui, isso é elogio.
Equipe de periféricos · ComparaDigital